Onde está a Felicidade?
E estás feliz em Portugal? Perguntam-me isso muitas vezes durante as viagens de aplicação. E hoje fui eu quem perguntou. O motorista tinha aparência de brasileiro, um nome diferente e falava português de Portugal; no fim, era marroquino e vivia cá há três anos. Muito simpático, educado e gentil, respondeu: “Estou sempre feliz.” Achei a resposta de uma grande sabedoria e fiquei surpreendida.
Afinal, onde está a “felicidade”? E que verbo rege a felicidade: “ser”, “estar” ou “ter”? E a “felicidade” é uma emoção? Segundo a tradição védica e as antigas escrituras, os chamados “Vedas”, e o fim dos Vedas, o “Vedanta”, a felicidade é um entendimento, um conhecimento de si; ou seja, o autoconhecimento gera essa tal felicidade. Mas é engano pensar que, por isso, se ficará imune à raiva, ao ódio, à tristeza ou à dor.
Temos uma mente que mente e um ego a domar e a desconstruir. É um convite a esvaziar a mochila de medos, traumas, conceitos e ideias preconcebidas, e a desfazer os nós. Perdoar, amar e agradecer: viemos aqui para servir e contribuir para o mundo e para as pessoas.